Você já se perguntou por que algumas marcas se tornam indispensáveis para seus clientes enquanto outras desaparecem mesmo com bons produtos? A resposta pode estar na forma como elas aplicam o marketing — não apenas anúncios ou redes sociais, mas sim estratégia, valor e propósito. É sobre isso que Philip Kotler, considerado o pai do marketing moderno, ensina em seus livros.
Philip Kotler, considerado o pai do marketing moderno, mudou a forma como o mundo entende o papel do marketing nos negócios. Em vez de se limitar à venda, ele mostrou que o marketing verdadeiro começa com o entendimento profundo das pessoas. Seus conceitos moldaram gerações de profissionais e ainda hoje, em 2025, são o alicerce para quem quer construir marcas relevantes e sustentáveis.

Neste artigo, você vai entender: Neste artigo, você vai entender:
- O que é marketing segundo Philip Kotler;
- Como o conceito evoluiu ao longo das décadas (de 1.0 a 5.0);
- Por que isso é importante para o contexto atual;
- Como aplicar esses conceitos no seu negócio de forma prática;
- Exemplos reais e acessíveis para pequenas e médias empresas.
Vamos começar pela base.
O que é marketing segundo Philip Kotler?
A definição clássica proposta por Kotler é:
“Marketing é o processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam, por meio da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros.”
Perceba que marketing, aqui, não é só venda. Não é publicidade. É sobre gerar valor e criar relacionamentos duradouros com base em trocas voluntárias que beneficiam todos os envolvidos.
Os pilares dessa definição:
- Processo social: marketing depende de conexões humanas, de entender pessoas.
- Processo gerencial: envolve planejamento, análise, métricas, estratégia.
- Necessidades e desejos: entender o que as pessoas realmente querem.
- Valor percebido: se não há valor, não há marketing.
- Troca: um processo em que ambas as partes ganham.
A evolução do marketing segundo Kotler: de 1.0 a 5.0.
Kotler também popularizou a ideia de que o marketing evolui conforme mudam as necessidades da sociedade e as tecnologias disponíveis. Ele dividiu essa evolução em cinco grandes fases:
| Era | Nome | Foco Principal |
|---|---|---|
| Marketing 1.0 | Produto | Vender o que se fabrica |
| Marketing 2.0 | Consumidor | Compreender desejos e segmentar |
| Marketing 3.0 | Valores | Relacionamento, propósito e cultura |
| Marketing 4.0 | Digital | Jornada conectada, engajamento online |
| Marketing 5.0 | Tecnologia + Humanidade | Usar IA, dados e tecnologia para gerar valor com empatia |
Essa evolução mostra que o marketing é dinâmico e acompanha a sociedade em suas transformações culturais, econômicas e tecnológicas. Do foco exclusivo em produto, característico da era industrial, até a personalização possibilitada pela inteligência artificial, cada etapa trouxe novos desafios e novas formas de criar valor para os clientes.
O ponto central é que essas fases não se substituem, mas se sobrepõem. Uma empresa que deseja crescer em 2025 não pode depender apenas de campanhas digitais (4.0) ou de tecnologia avançada (5.0). Ela ainda precisa de um produto sólido (1.0), de compreender profundamente o consumidor (2.0), de estar conectada a valores e propósito (3.0) e de construir uma presença digital coerente (4.0).
Na prática, isso significa que organizações de diferentes portes devem integrar essas perspectivas em uma mesma estratégia. Pequenas empresas podem usar dados simples do Google Analytics para entender seus clientes (5.0), ao mesmo tempo em que contam histórias de impacto social (3.0) e oferecem uma jornada digital clara e acessível (4.0). Grandes empresas, por sua vez, conseguem sofisticar ainda mais, explorando automação, machine learning e personalização em escala, mas continuam precisando de autenticidade e relevância para gerar confiança.
Em resumo, o futuro do marketing não está em escolher uma fase, mas em combinar o melhor de todas. É esse equilíbrio entre produto, consumidor, valores, digital e tecnologia que permite criar marcas completas, humanas e sustentáveis.

Por que a visão de Kotler ainda é indispensável hoje?
Empresas que aplicam a visão de Kotler não estão atrás de likes ou apenas métricas de vaidade. Elas querem crescimento sustentável, com base em:
- Conhecimento profundo do cliente;
- Entrega de valor real, com diferenciais percebidos;
- Conexão com causas e propósitos reais;
- Presença digital com integração e consistência;
- Uso inteligente de dados para tomar decisões.
E o melhor: isso é aplicável a qualquer empresa, não apenas gigantes.
Como aplicar os conceitos de Kotler no seu negócio?
Vamos trazer cada conceito para a prática, com situações reais vividas por empreendedores que buscam crescer sem perder identidade. Cada tópico abaixo representa uma oportunidade de rever como sua empresa se comunica, entrega valor e se posiciona.
1. Entenda profundamente seu cliente
No lugar de criar campanhas genéricas, comece escutando seu público. Pergunte:
- Qual problema ele tenta resolver?
- O que ele valoriza em uma solução?
- Onde ele está? O que consome?
Exemplo real: Uma loja de roupas sustentáveis entrevistou clientes e descobriu que o maior motivo de compra era a história por trás da produção, não a estampa. A empresa passou a contar mais sobre artesãos, materiais e processo — e dobrou a taxa de engajamento.
Outro exemplo: Um escritório de contabilidade para MEIs percebeu que seus clientes tinham dúvidas recorrentes sobre obrigações mensais. Criaram uma área no site com vídeos curtos explicando cada tema. Isso reduziu 40% dos atendimentos repetidos e aumentou o tempo de permanência no site.
2. Crie valor antes de tentar vender.
Isso pode ser feito por meio de:
- Conteúdo educativo (blogs, vídeos, workshops);
- Amostras, testes gratuitos, demonstrações;
- Suporte real, antes mesmo da compra.
Exemplo: Um consultório odontológico começou a oferecer uma avaliação gratuita com orientações de higiene personalizadas. Mesmo que a pessoa não fechasse na hora, muitas voltavam depois. Resultado: aumento de 47% no agendamento de tratamentos.
Outro exemplo: Uma empresa de software de gestão para escolas criou um e-book gratuito com “10 erros comuns na administração escolar”. O conteúdo viralizou entre diretores, e gerou 300 leads orgânicos em um mês.
3. Tenha um propósito claro e verdadeiro.
Marketing 3.0 e 5.0 mostram que marcas com propósito inspiram. Porém isso só funciona se for autêntico.
Exemplo: Uma cafeteria local decidiu reduzir o uso de plástico, oferecer opções veganas e divulgar mensalmente o impacto ambiental evitado. Isso gerou não apenas apoio de ONGs, mas uma comunidade de clientes fiéis.
Outro exemplo: Uma fintech de crédito para autônomos decidiu investir parte do lucro em capacitação empreendedora nas periferias. O projeto ganhou repercussão, atraiu novos investidores e passou a ser parte do posicionamento da marca.
4. Construa uma presença digital consistente.
Você não precisa estar em todas as redes, mas deve estar presente de forma coerente onde seu cliente está.
- Site bem feito e atualizado;
- Google Meu Negócio ativo;
- Redes sociais com conteúdo útil e visual coerente;
- Respostas rápidas e personalizadas.
Exemplo: Uma pequena empresa de jardinagem automatizou o atendimento via WhatsApp, com opções de orçamento, calendário e dicas mensais. Economizou tempo e aumentou as conversões em 58%.
Outro exemplo: Um ateliê de artesanato focado em lembranças personalizadas padronizou sua identidade visual no Instagram, criou destaques com perguntas frequentes e começou a responder stories com vídeos rápidos. Resultado: dobraram os pedidos vindos pela rede social.
5. Use dados para melhorar, não para vigiar.
Kotler sempre defendeu métricas. Em 5.0, isso ganha nova potência com ferramentas acessíveis. O segredo é usar dados para:
- Entender comportamento de compra;
- Testar e melhorar produtos, ofertas, serviços;
- Criar experiências mais práticas.
Exemplo: Um e-commerce de moda feminina percebeu, via Google Analytics, que os produtos com provador virtual tinham mais tempo de permanência e menor taxa de devolução. Expandiram a funcionalidade para toda a loja.
Outro exemplo: Um coworking acompanhou métricas de uso do espaço e descobriu que as salas de reunião estavam subutilizadas às segundas. Criaram uma promoção específica para esse dia e aumentaram a ocupação em 63%.
Kotler sempre defendeu métricas. Em 5.0, isso ganha nova potência com ferramentas acessíveis. O segredo é usar dados para:
- Entender comportamento de compra;
- Testar e melhorar produtos, ofertas, serviços;
- Criar experiências mais práticas.
Exemplo: Um e-commerce de moda feminina percebeu, via Google Analytics, que os produtos com provador virtual tinham mais tempo de permanência e menor taxa de devolução. Expandiram a funcionalidade para toda a loja.
5 passos de Kotler para aplicar no seu negócio
Mais do que vender, marketing é servir. Use estes passos como checklist prático.
Entenda seu cliente profundamente
Pesquise dores, motivações e contexto. Defina personas e priorize problemas reais.
Crie valor antes de vender
Eduque com conteúdo, ofereça testes/demos e suporte útil desde o primeiro contato.
Tenha um propósito claro
Conecte a marca a causas autênticas. Mostre impacto com transparência e constância.
Presença digital consistente
Site atualizado, SEO básico, social relevante e atendimento rápido e humano.
Use dados para evoluir
Mensure comportamento, teste melhorias e personalize experiências com responsabilidade.
Conclusão: marketing é sobre servir, não sobre empurrar
Philip Kotler redefiniu o marketing como ciência de entender e servir pessoas. E isso é o que ainda separa marcas que crescem de forma sustentável das que vivem de campanhas momentâneas.
Em 2025, o cenário pode incluir IA, algoritmos, automação, bots e dashboards em tempo real. Mas nenhuma tecnologia substitui o essencial: relacionamento, empatia, valor, propósito e verdade.
A sua empresa não precisa ser uma gigante para aplicar os conceitos de Kotler. Ela precisa de intenção estratégica e coragem para colocar o cliente no centro de tudo.
Se quiser ajuda para transformar esse pensamento em estratégia, conte com a equipe da Verticis.
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Conversar agoraPerguntas frequentes sobre Marketing segundo Philip Kotler
O que Kotler diz sobre marketing?
Philip Kotler define marketing como um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm aquilo de que necessitam e desejam, por meio da criação e troca de valor. Para ele, marketing vai além de vender: é compreender pessoas, entregar valor e construir relacionamentos duradouros.
Quais são os 4 pilares de Kotler?
Os pilares do marketing segundo Kotler são: Produto, Preço, Praça (distribuição) e Promoção. Esse conjunto, conhecido como os 4 Ps, representa a base de qualquer estratégia de mercado.
Por que Kotler é considerado o pai do marketing?
Kotler é chamado de “pai do marketing moderno” porque estruturou conceitos fundamentais em modelos claros e aplicáveis, transformando o marketing em uma ciência estratégica. Seus livros moldaram a forma como empresas e profissionais pensam o mercado até hoje.
Quais são as fases do marketing segundo Kotler?
Kotler descreveu cinco fases: Marketing 1.0 (produto), 2.0 (consumidor), 3.0 (valores e propósito), 4.0 (digital e engajamento online) e 5.0 (tecnologia e humanidade).
Qual a importância do Marketing 5.0?
O Marketing 5.0 combina tecnologia e empatia. Ele utiliza inteligência artificial, análise de dados e automação para personalizar experiências, mas sempre mantendo foco humano, tornando as estratégias mais relevantes e sustentáveis.
Como pequenas empresas podem aplicar os conceitos de Kotler?
Negócios menores podem aplicar Kotler conhecendo profundamente seus clientes, oferecendo valor antes da venda, comunicando propósito de forma autêntica, mantendo presença digital organizada e usando ferramentas acessíveis de análise de dados para evoluir constantemente.
Quais livros de Kotler são essenciais para entender marketing?
Entre os principais estão: Administração de Marketing (referência acadêmica), Marketing 3.0 (propósito), Marketing 4.0 (digital) e Marketing 5.0 (tecnologia e humanidade). Esses livros mostram a evolução do marketing ao longo das últimas décadas.


